“Essa é minha Kiki”.

 “Essa é minha Kiki”.

A Kiki surgiu em nossas vidas no dia 22 de Outubro de 2002. Estava para adoção em uma petshop no Estreito (Florianópolis) e até hoje essa imagem não sai da minha cabeça: uma gatinha ruivinha com pelo desarrumado pelo vento, dentro de uma caixa de sapatos, que estava dentro de uma gaiola enorme, que com certeza era muito maior do que a Kikicom seus cerca de 45 dias. Quando vi aquela bolinha de pelos ruivinha, pensei: “Essa é minha Kiki”. Convencer minha Mãe a adotá-la foi relativamente fácil, ela sempre adorou animais e levamos a gatinha para casa na mesma hora. Porém, o maior desafio estava por vir, afinal meu Pai não era muito chegado em animais. Mas foi ele chegar em casa, que a “surpresa” deu três pulinhos, deitou na barriga dele e dormiu. Papai também tinha sido conquistado.
Durante seus 14 anos, a Kiki teve uma vida muito feliz e repleta de aventuras típicas de um gatinho de apartamento. Dormia nos sapatos do Papai. Caçava passarinhos e beija-flores, sempre levando o “presente” para a Mamãe, afinal precisava contribuir com a alimentação da família!!! Quando o banheiro foi reformado, ela resolveu que pisar no piche era bacana e levamos meses tentando desgruda-lo de suas patinhas... Kiki quando tinha seus 2 anos, adorava passear na Lagoa do Peri e em Perequê, assim como passear de carro. Às vezes, era tanta energia para ser gasta, que a Kiki saia correndo de um lado para outro da casa, parecia um flash. Todos os dias quando seus pais chegavam em casa, Kiki estava na porta esperando, afinal sempre reconhecia o som do alarme do carro, mesmo quando mudamos de carro!!!
Com o passar do tempo, a Kiki viu que vida boa mesmo era ficar em casa e não quis mais passear. Mas para que passear se ela poderia curtir uma visão privilegiada da rua em seu cantinho especial, o seu famoso bivac?
Nossa Kikizinha com certeza era o gatinho mais lindo que já tínhamos visto e sua braveza era proporcional à sua beleza incrível. Mas aKiki era tão especial e amava muito sua família humana. A recíproca era verdadeira e a Kikizinha ganhava muitos petiscos, como sachês, comida de tartaruga, ração, bife de patinho e danoninho.
Kiki só dormia ao lado da Mamãe na cama, em seu bercinho montado especialmente para ela e com lençóis costurados pela sua melhor amiga. Quando Papai viajava, Kiki ficava muito triste e tratava de logo furar o travesseiro dele. Mas quando ele voltava, permitia receber todos os carinhos (mas só depois de conferir a mala, aliás, ela era uma ótima fiscal, em especial das compras de supermercado!).
No dia 14 de Janeiro de 2017 a Mamãe e o Papai tiveram que tomar uma difícil decisão e diante de um quadro de saúde muito grave, precisaramoptar pela despedida dessa amiga tão especial. A Kiki foi muito mais que um gato, ela foi uma companheira, uma irmã, uma parceria para os momentos de tristeza e para os momentos bons, foi uma filha muito amada... A Kiki foi mais humana que muitos humanos, ou, como Papai costuma dizer: “Melhor que muitos humanos que eu conheci”.
Faz apenas 3 dias que nos despedimos da nossa ruivinha linda e permanecemos com o coração enlutado e com o sentimento de coração e casa vazios, porque ninguém e nada será capaz de substituir a Kiki em nossas vidas e nossos corações.
Te amaremos para sempre, Kiki. Te amaremos como da primeira vez que nos vimos.
Beijos, abraços, cafunés e cheirinhos da Mamãe Isabel, do Papai João e da Irmã Tuca.
A gente se vê em breve!